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A omissão que custa caro: quando a abstenção fala mais alto que o voto

17 Abr 2026 Carreira Unesp
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Na reunião do CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) do dia 14/04/2026, a pauta era a criação do curso de Direito no campus de Ourinhos. O resultado da votação merece atenção da categoria. O cenário é conhecido: a universidade sustenta há anos que não dispõe de recursos suficientes para concluir a equiparação salarial dos servidores técnico-administrativos. Ao mesmo tempo, aprova a criação de um novo curso que demandará a contratação de dezenas de docentes, infraestrutura e suporte operacional. Cabe à categoria perguntar: se há orçamento para expandir, por que não há para equiparar quem já está dentro? Diante dessa contradição, que afeta diretamente as nossas condições de trabalho e remuneração, os representantes da categoria no CEPE tiveram a oportunidade de se posicionar. O resultado: um único voto contrário e doze abstenções. Em uma votação com esse peso, a abstenção não é posição intermediária. É ausência de posição diante de uma pauta com consequências diretas para a base que elegeu esses representantes. Aprovar a expansão da universidade sem condicionar garantias para a equipe que sustenta o seu funcionamento cotidiano é permitir que a conta, mais uma vez, recaia sobre quem já opera no limite. Doze abstenções em uma pauta que afeta diretamente a nossa categoria. Que postura podemos esperar de quem não quis se posicionar quando tinha a palavra?