Opinião
Sem renovação, a carreira seguirá pagando a conta
Há um paradoxo que merece atenção: o GDPC, apresentado institucionalmente como avanço, é sentido por muitos servidores como retrocesso no dia a dia. Em 2022, a carreira docente foi recomposta. A da categoria técnica e administrativa não. Quando havia superávit no orçamento universitário, a equiparação não entrou na pauta de forma efetiva.
O resultado aparece nos números. Em 2014, um auditório em Bauru transbordava de servidores mobilizados. Na reunião da semana retrasada, eram oito. Esse esvaziamento não é desinteresse espontâneo da categoria. É o registro de uma base que observa suas pautas principais serem adiadas de forma recorrente e deixa de acreditar que a mobilização produz resultado.
Representação que não apresenta conquistas concretas perde credibilidade. E sem credibilidade, não há mobilização possível. Por isso, a renovação não é questão de preferência pessoal. É condição mínima para reconstruir confiança e recuperar capacidade real de luta.